Intervalos de musculação adequados para manutenção do número de repetições máximas

  • Paulo Henrique Foppa de Almeida
  • Willian Andrei Rosa

Resumo

É comum profissionais de Educação Física prescreverem treinos com número de repetições máximas (RM) e intervalos determinados. Em virtude disso, esta pesquisa objetivou analisar qual o intervalo de recuperação adequado, para possibilitar a manutenção de um número de RM constante no exercício de musculação, conforme amplamente prescrito nas bem conhecidas três séries de dez repetições máximas com intervalos de um a dois minutos. A amostra foi composta por 15 homens adultos entre 20 e 50 anos, que para serem incluídos na pesquisa precisavam ser praticantes de musculação há pelo menos seis meses. Os participantes foram voluntários e selecionados por processo de amostragem não probabilística de conveniência em uma academia de Joinville (SC). O instrumento utilizado foi o teste de resistência de força de 8 a 12 RM com intervalos de um, dois ou três minutos no exercício supino reto com barra. Em todos os três grupos de intervalos ocorreu uma diminuição no número de repetições máximas realizadas a cada série, demonstrando que intervalos de recuperação de um, dois ou até mesmo três minutos não foram suficientes para a recuperação completa da força e consequente manutenção do número de RM propostas. Com base nos
resultados, percebe-se que há diversas literaturas que estabelecem normativas de treinamento para hipertrofia muscular com a realização de três ou quatro séries de oito a 12 repetições máximas e intervalos geralmente de um a dois minutos. Contudo, tal condição não foi possível de ser realizada na prática, mesmo utilizando-se intervalos de repouso de três minutos.

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Willian Andrei Rosa

Personal Trainer;

Egresso da Faculdade Ielusc.

Publicado
2022-11-27
Como Citar
DE ALMEIDA, Paulo Henrique Foppa; ROSA, Willian Andrei. Intervalos de musculação adequados para manutenção do número de repetições máximas. Redes - Revista Interdisciplinar do IELUSC, [S.l.], v. 5, n. 1, p. 85-92, nov. 2022. ISSN 2595-4423. Disponível em: <http://revistaredes.ielusc.br/index.php/revistaredes/article/view/150>. Acesso em: 17 abr. 2024.