A negação da pandemia: o incrível caso de anomia social

  • Valdete Daufemback 47- 999943133
  • Gabriel Hasselman Faculdade Ielusc

Resumo

Durante a pandemia, uma onda de negacionismo à ciência e à própria pandemia se alastrou em alguns países e trouxe consequências desastrosas à saúde da população. No Brasil, o presidente da República foi visto em lugares públicos desafiando orientações sanitárias da Organização Mundial da Saúde, causando aglomeração, incentivando o fim do uso de máscaras e, assim, colocando em risco a saúde da população. O mau exemplo caracteriza uma onda de resistência a instituições comprometidas com a ciência e com a vida. Em uma live promovida pelo Centro dos Direitos Humanos de Joinville, em comemoração ao Dia Mundial da Saúde, uma das participantes apontou uma série de indicativos de condutas sociais que desafiavam as recomendações da OMS, além da demora do Governo Federal para tomar providências. Nesse momento, diante dos argumentos
da palestrante, acendeu o despertar da associação da situação política e social em curso no país com teorias criadas no século XIX pelo sociólogo Émile Durkheim para explicar a “anomia social”, ou seja, o caráter das manifestações de desordem social no contexto das novas configurações da sociedade capitalista. Portanto, este ensaio propõe um olhar sob as lentes de Émile Durkheim em relação a práticas sociais diante da pandemia do Coronavírus (Sars-Cov-2), entendendo ser uma tarefa desafiadora abordar esse tema à luz do pensamento de
um teórico da sociologia clássica e considerado positivista. Assim, este estudo se pauta em revisão de literatura em livros e artigos e em dados coletados em sites de pesquisa, à luz da teoria sociológica de Durkheim. O estudo sinalizou que certas práticas de parcela da população, mesmo que inconscientemente, correspondem
ao perfil descrito por Durkheim como “anomia social”.

Publicado
2021-12-19
Como Citar
DAUFEMBACK, Valdete; HASSELMAN, Gabriel. A negação da pandemia: o incrível caso de anomia social. Redes - Revista Interdisciplinar do IELUSC, [S.l.], n. 4, p. 11-24, dez. 2021. ISSN 2595-4423. Disponível em: <http://revistaredes.ielusc.br/index.php/revistaredes/article/view/126>. Acesso em: 22 maio 2022.